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Sobre

Futebol e Rock and Roll

O futebol é o esporte mais praticado no mundo. O rock and roll um dos estilos de música mais populares. Por isso não são raros casos em que essas duas manifestações culturais se encontram:

Coisa de família

No final dos anos 90, quando o Manchester City estava mal das pernas, disputando a terceira divisão inglesa e prestes a ser leiloado, surgiu o boato de que Liam e Noel Gallagher iriam dar um lance pelo o clube, mas o arremate acbou sendo feito por um grupo de milionários árabes. A relação dos dois irmãos com o clube existe desde que eles eram crianças na periferia de Manchester e continua até hoje. Foi justamente em um jogo do City que os dois recentemente voltaram a se falar depois de anos afastados.

Nesse meio tempo, os dois sempre estiveram próximos ao clube, Noel costuma ser convidado por programas da TV inglesa para comentar sobre o time. Liam foi garoto propaganda para apresentar o uniforme dos blues em 2011, já foi expulso das arquibandas por mal comportamento e chegou até a invadir uma entrevista coletiva dos jogadores do City para tirar sarro publicamente do eterno rival Manchester United.

Noel e Liam Gallagher

Noel e Liam Gallagher

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fã dentro e fora de campo

Steve Harris, baixista do Iron Maiden, é outro apaixonado por futebol. Torcedor fanático do West Ham de Londres, Steve frequentemente se apresenta com brasão do clube adesivado em seu baixo. Em 2005, Steve participou de um campeonato beneficente de futebol chamado Football and Aid. Na competição o baixista e outras celebridades que torcem para o West Ham se juntaram a ex-jogadores do clube para disputarem seis jogos e sairam campeões. A renda dos jogos foi doada à instituições de caridade.

Além disso, no clip da música “Holy Smoke” os músicos do Iron Maiden aparecem jogando futebol em um campo de medidas oficiais localizado em uma das propriedades de Harris.

 

Disco em homenagem

A banda alemã Die Lokalmatadore, natural da cidade de Mülheim, gravou em 2011 o disco Alle Unsere Schalker Lieder. Trata-se de um álbum com 15 faixas que são versões punk rock de gritos de guerra e músicais tradicionais do Schalk 04, um dos clubes de futebol mais antigos da região.

 

Goleiros roqueiros

No Brasil um bom exemplo é o ex-goleiro do Corinthians Ronaldo Giovanelli. Fã de Elvis Presley, era comum ver Ronaldo usando costeletas e jogando com a gola da camisa levantada, como o rei do rock costumava fazer. Não bastasse isso, Ronaldo chegou a ser vocalista de duas bandas: Ronaldo e os Impedidos e Ronaldo e os Fora da Lei.

Depois de gravar dois discos o goleiro desistiu  da música por não conseguir conciliá-la com a carreira de jogador. Em 2012, já aposentado dos gramados, Ronaldo resolveu novamente atacar como cantor e chegou a gravar uma canção inédita com os Impedidos.

Rogério Ceni é outro goleiro fã de rock and roll. Em 2011, na partida em que completou 1.000 jogos pelo São Paulo, Rogério foi o responsável pelas músicas que tocaram no Morumbi antes do início e durante o intervalo da partida. O jogador escolheu 20 clássicos do rock, bandas como AC/DC, Guns N’ Roses e Metallica entraram na lista. No ano seguinte, durante a turnê brasileira de Roger Waters, Rogério teve seu momento de fã e conseguiu ter acesso ao camarim do músico no show no Morumbi e levou uma guitarra para ser autografada.

 

Existem vários outros casos: Mick Jagger é uma figura sempre presente em jogos de futebol mas acabou ganhando a fama de pé-frio por na maioria das vezes torcer pra equipe que acaba derrotada.

Em 2002 o Angra gravou uma versão metal para a música “Pra frente Brasil”, tema da seleção brasileira na Copa de 1970.

Para comemorar o centenário do Eintracht-Frankfurt, os alemães do Tankard compuseram em 1999 a música “Schawarz-weiß wie Schnee”. O clube gostou tanto que a canção passou a ser tocada na entrada do clube em campo em todos os jogos em casa.

A relação do futebol com o rock and roll não acaba por aqui mas outros exemplos ficam pra próxima.

 

 

 

Está disponível mais um vídeo de documentação do projeto itnerante Labmovel: 

 

LABMOVEL – Oficina #4 – Eletrônica Criativa e Produção Sonora

Em parceria com a Casa do Zezinho, na zona sul de São Paulo, o Labmovel apresenta a oficina #4: ‘Eletrônica Criativa e Produção Sonora’.

Criada pelo Labmovel e o oficineiro Cristiano Rosa (Panetone), o workshop em dois dias pretende desmitificar aparatos tecnológicos recentes, envolvendo diferentes possibilidades de uso da eletrônica.

A oficina propõe a reciclagem eletrônica, modificação de transmissores de rádio e tv e técnicas de ‘circuit bending’ visando a criação de instrumentos sonoros simples para produção musical.

Coordenação: Lucas Bambozzi e Gisele Domschke
Oficineiro: Panetone
Produção: Luciana Tognon
Documentação em vídeo: Lucas Gervilla
Acessoria de Imprensa: Carola Beresi González
Trilha Sonora: Panetone