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Piletas

Intervenção sonora em piscinas abandonadas de Epecuén, na Argentina. Os sons reproduzidos sugerem situações que se passavam no lugar e propõem uma reocupação temporária do espaço ruinoso.

 

 

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Versão 360º

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Residência Epecuén

Entre os meses de abril e maio participei do programa Residência Epecuén, promovido pela galeria argentina Ambos Mundos. Junto a outros cinco artistas sul-americanos, passamos oito dias desenvolvendo uma série de trabalhos e pesquisas nas ruínas de Epecuén, na Argentina.

Após a residência, foi realizada uma exposição coletiva intitulada “Arquitectura de la Desolación”, na sede da Ambos Mundos, em Buenos Aires.

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Ruínas Ruídos – De Detroit a Moscou

Lucas Gervilla e Monica Toledo, 2018.

Ruínas - Ruídos 03Durante nossos trajetos, é comum encontramos paisagens com construções antigas: casas, prédios, galpões, etc. Em um primeiro, essas estruturas podem parecer ser apenas ruínas, mas nosso olhar sempre encontra ruídos de presenças passadas, alguma forma vestígio. Pode ser uma escrita na parede, uma lata amassada no chão ou uma janela que balança com o vento. São evidências de que esses lugares foram ocupados mas não totalmente desocupados.

Podemos nos deparar com esse tipo de situação a qualquer momento, em qualquer lugar; de Detroit a Moscou.

A obra é formada por dois vídeos, ambos criados a partir de imagens de lugares abandonados captadas pelos artistas, nas cidades de Detroit (EUA), e Moscou e Nizhny Novgorod (Rússia). Detroit foi o símbolo do capitalismo industrial estadunidense, enquanto Moscou foi a capital da URSS. Nizhny Novgorod foi a primeira cidade russa a passar pelo processo de desestatização, após a dissolução da União Soviética. Nessas três cidades – que foram vistas como modelos a serem seguidos – há um grande número de construções abandonadas, nos lembrando que nenhum modelo sócio-econômico-político é totalmente bem sucedido.

Lucas e Monica sobrepõem imagens e sons das três cidades criando lugares e situações imaginárias. Conectando, por alguns instantes, as ruínas e ruídos de ambas.

O trabalho foi apresentado pela primeira vez na exposição Zonas de Compensação 5.0; na Galeria Alcindo Moreira Filho, no Instituto de Artes da UNESP, em maio de 2018.