Incidente em Varginha

Incidente em Varginha

Em julho de 2019 estive em Varginha-MG. Durante minha estadia na cidade, fiz uma investigação inicial sobre o Incidente de Varginha, popularmente conhecido como o caso do E.T. de Varginha. O que apresento aqui não é uma pesquisa de ufologia, tampouco uma versão verdadeira do caso. O que proponho é um relato vivenciado por um artista e documentarista.

Versão “fofinha” do E.T de Varginha. Uma forma de ridicularizar o caso e transformá-lo em fantasia.

Muito pouco ou quase nada se fala sobre o assunto na cidade. É verdade que, no centro do muncípio, existe uma caixa d’água em fomato de disco voador, mas ninguém parece associá-la à ideia de vida extraterrestre. Essa prática faz sentido. Afinal, em uma municipalidade com pouco mais de 100 mil habitantes, mas com oito paróquias católicas e mais de 15 denominações evangélicas diferentes, a comprovação de alienígenas colocaria a sua fé em cheque.

Também é quase inútil procurar por reportagens televisivas sobre o acontecimento. Na maioria delas, o assunto é tratado de forma jocosa e com um  sensacionalismo dominical. Isso sem contar as trilhas-sonoras que parecem saídas de um episódio do Chapolin Colorodo.

Esse é o local exato onde o E.T. foi avistado por três garotas, em 20/01/1996. Um terreno baldio no bairro Jardim Andere. Na época, não havia esse muro, erguido às pressas após o ocorrido.

Não há nenhuma indicação sobre o incidente, o que demonstra um desinteresse das autoridades locais em preservarem essa lembrança. Na versão oficial do Exército (publicada 14 anos depois), se tratava apenas de um morador que costumava vagar pelo bairro. As pessoas da região procuram não falar sobre o assunto. Há uma estranha sensação de se estar sendo observado. Os cachorros parecem evitar caminhar pela calçada.

Pode-se notar que o terreno está à venda. Tentei contato telefônico diversas vezes, não fui atendido em nenhuma delas. Na primeira tentativa, tocou até cair a linha. Da segunda em diante, a ligação caia direto na caixa postal, como se o telefone tivesse sido desligado.

Depois do Jardim Andere, foi até o pasto o onde um casal de lavradores avistou um OVNI, em uma noite de janeiro de 1996. No local há silêncio e um sentimento de solidão. Pouca coisa foi cultivada ali depois do ocorrido. Outros moradores da zona rural relataram que, as vezes, ainda é possível ver um “braço de luz” no céu. Quem o encara por muito tempo é tomado por uma forte sensação de angústia. Em uma das fotos é possível ver que os cachorros dali também parecem evitar a travessar a porteira que dá acesso ao pasto.

Recentemente, li uma teoria criada por ufólogos brasileiros que diz que é possível que a nave tripulada pelas EBE’s (Entidade Biológica Extraterrestre) tenha caído na zona rural de Varginha. Sem saber como se localizarem, os alienígenas seguiram os trilhos de uma ferrovia desativada que corta a zona rural e passa pelo centro da cidade, justamente no Jardim Andere, onde supostamente foram capturados (ou abatidos) pelo Exército.

Essa ideia parece pertinente. Não só no Jardim Andere, mas  em outras regiões da cidade, onde também foram relatados incidentes em 1996, as ruas ficam completamente desertas durante a noite. Uma sombria vigilância.

Quando postei sobre essa pesquisa, algumas pessoas me procuraram, em privado, para perguntarem algumas coisas ou para darem dicas e contarem algo que sabiam a respeito. O que deixa claro que há um interesse pelo assunto mas, ao mesmo tempo, receio em falar sobre ele. O que aconteceu em Varginha há 23 anos permance sem uma resposta.

Muro do E.T. – Jardim Andere
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